quarta-feira, 23 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
função social dos sociólogos e da sociologia
"Através do sociólogo - agente histórico historicamente situado, sujeito social socialmente determinado - a história, isto é, a sociedade na qual ela subsiste, volta-se por um momento sobre si própria e faz uma reflexão; e, através dele, todos os agentes sociais podem saber um pouco melhor o que são e o que fazem."
Pierre Bourdieu, 1982
Pierre Bourdieu, 1982
Jornadas de Sociologia
Venho por este meio pedir a todos a vossa colaboração para assim deixarem aqui sugestões para as Jornadas de Sociologia que se vão realizar em Outubro de 2008 (data a definir).
Deixem aqui os temas que gostariam que fossem debatidos bem como os oradores a estarem presentes....
Conto com as vossas ideias
Obrigado
Deixem aqui os temas que gostariam que fossem debatidos bem como os oradores a estarem presentes....
Conto com as vossas ideias
Obrigado
Sociologia...
"A Sociologia explica o que parece óbvio a pessoas que pensam que é simples, mas que não compreendem quão complicado é realmente."
(RICHARD OSBORNE)
(RICHARD OSBORNE)
Lembra-te:
Muita gente vai entrar e sair da tua vida, mas só os verdadeiros amigos vão deixar marca no teu coração!
Para te segurares, usa a cabeça; Para segurares os outros, usa o coração.
O ódio é apenas uma curta mensagem de perigo.
Quem perde um amigo, perde muito mais. Quem perde a fé, perde tudo.
Amigos,somos eu e tu... Trouxeste outro amigo… E começámos um grupo...
Um círculo de amigos... E como um círculo não tem começo nem fim, mostra aos teus amigos como são importantes para ti...
Para te segurares, usa a cabeça; Para segurares os outros, usa o coração.
O ódio é apenas uma curta mensagem de perigo.
Quem perde um amigo, perde muito mais. Quem perde a fé, perde tudo.
Amigos,somos eu e tu... Trouxeste outro amigo… E começámos um grupo...
Um círculo de amigos... E como um círculo não tem começo nem fim, mostra aos teus amigos como são importantes para ti...
Infância Roubada....




Qual o mundo que deixaremos para trás- para as próximas gerações - quando partirmos?
Que herança lhe destinaremos ?
O futuro dependerá do que agora fizermos
E, certamente, há muito por se fazer...
(Cabul, Afeganistão)
Três anos depois da queda do regime Talebã, - num país dilacerado pela guerra e onde as oportunidades de trabalho, alimentação e necessidades básicas são escassas -, crianças disputam migalhas de carvão que caem dos sacos transportados por caminhões da Cruz Vermelha, de modo a garantir seu próprio sustento e de suas famílias.
(Karkhla, Paquistão)
Crianças com idade entre 4 e 6 anos, em sua maior parte provenientes de famílias afegãs refugiadas da guerra civil que acomete seu país natal, trabalham em fábricas de tijolos. O seu desgastante trabalho consiste em virar os tijolos para que sequem mais rapidamente ao sol. O seu peso de criança permite que realizem seu penoso trabalho sem amassar os tijolos em que se apóiam.
(Tegucigalpa, Honduras)
Abutres e crianças disputam as sobras que encontram num aterro sanitário da capital hondurenha. Juan Flores e outras crianças reviram o lixo a fim de encontrar qualquer coisa que possa ser comido ou vendido.
(Siliguri, Índia)
Ruksana Khatun, de nove anos de idade, quebra pedras na periferia da cidade. Pequenas mãos calejadas em troca de um salário irrisório.
Segundo a Organização Internacional de Trabalho, OIT, mais de 220 milhões de crianças trabalham no mundo, mais da metade delas em funções perigosas e em condições e horários precários, com jornadas de trabalho de até 17 horas.
(San Vicente, Colombia)
Na entrada de um bordel, adolescente aguarda o próximo cliente.
Dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, revelam que milhões de crianças são vítimas da exploração sexual em todo o mundo. A cada ano, um milhão e duzentas mil crianças são vítimas de tráfico e venda.
Triste mundo que assim trata as suas crianças.
Mais de 100 mil meninas são vítimas de exploração sexual no Brasil, conforme dados da Organização Internacional do Trabalho, OIT.
O filme “Anjos do Sol” aborda a cruel realidade que cerca o tema. Conforme relatos da equipe de produção, a exploração sexual de crianças e adolescentes no país ocorre em duas frentes: - nas cidades litorâneas, estando ligado ao turismo sexual realizado por estrangeiros; - e nas cidades do interior das regiões Norte e Nordeste, onde a necessidade desesperada de renda criada pela pobreza leva os pais a venderem suas filhas.
O filme expõe algumas das práticas que envolvem a exploração sexual infanto-juvenil, como o leilão de meninas virgens, e os personagens que lucram com esse mercado: aliciadores (que compram as meninas de suas famílias), donos de boates, cafetões, coronéis e políticos.
Dentre as tantas histórias tristes que inspiraram o roteiro do filme está a da pequena menina apelidada de R$ 0,50, por ser este o preço que ela cobrava por programa.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, estima existirem 100 milhões de crianças vivendo nas ruas do mundo subdesenvolvido ou em desenvolvimento, das quais 10 milhões no Brasil.
Muitas destas crianças mantêm algum tipo de laço familiar, porém despendem a maior parte do tempo nas ruas, - pedindo esmola, vendendo coisas de pouco valor, engraxando sapatos, lavando vidros de carros -, a fim de complementar o ganho familiar. Não raro, se envolvem em pequenos furtos.
Outras vivem de fato nas ruas, em grupos, dormindo em prédios abandonados, debaixo de pontes e viadutos, e em parques públicos.
Nos dois grupos, os meninos são maioria. As meninas têm por destino a prostituição.
(Recife, Brasil)
A maioria dessas crianças abusa das drogas, que as ajudam a negar, a fugir da realidade, a matar a fome, e a se aquecer.
Talvez seja hora dos políticos e governantes
incluírem ‘compaixão social’ nas
suas pautas e agendas de trabalho.
Tão perversas quanto persistentes, as desigualdades sociais e a pobreza atingem particularmente a população infanto-juvenil no país.
Estudos têm mostrado que as condições de vida das crianças é mais severa em lugares onde a infra-estrutura escolar é de baixa qualidade.
Faz-se necessário, portanto, criar condições que estimulem um aumento na freqüência escolar, com a consequente ampliação dos seus horizontes e o desenvolvimento das suas potencialidades.
As políticas destinadas a acabar com o trabalho infantil também devem procurar eliminar a necessidade da família pela renda da criança.
(Califórnia, Estados Unidos)
Não muito distante da Disneylândia, a Terra da Fantasia, crianças, filhos de pais viciados em drogas, catam latas a fim de complementar o orçamento familiar, e ajudam, como podem, nos afazeres domésticos.
Segundo dados do Escritório das Nações Unidas de Combate às Drogas e ao Crime, UNODC, o uso de drogas ilícitas no mundo vem crescendo, apesar dos esforços mundiais de controle. Os EUA permanecem como os principais consumidores de maconha e cocaína no mundo.
O aumento no consumo das drogas sintéticas - como a anfetamina e estimulantes similares ao ecstasy - é considerado preocupante pela facilidade com que elas são produzidas, já que, ao contrário das drogas tradicionais, não são necessárias grandes áreas de plantações, sendo produzidas com produtos químicos facilmente obtidos, em laboratórios muitas vezes improvisados, tornando o combate mais difícil.
Segundo o UNODC, a questão das drogas sintéticas exige uma redefinição das abordagens adotadas, devendo-se mudar o paradigma em torno da questão do combate às drogas, com a prevenção ganhando uma importância muito maior do que a repressão.
(Congo, África Central)
A avó de Chantis Tuseuo, de nove anos de idade, estende a mão para sua neta, gravemente desnutrida, que aguarda atendimento num posto de saúde nos arredores de Kinshasa.
No mundo, segundo dados do UNICEF, estima-se que 55% das mortes de crianças estão associadas à desnutrição, à fome que debilita lentamente.
Qual o mundo que pretendemos deixar
para as futuras gerações?
Um mundo mais justo, certamente...
"O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença." (Érico Veríssimo)
Usando a metitação...

Madeline Ko-i Nastis em visita a uma aula do Jardim Infantil de Long island
"Durante os meus anos de monitora, ensinei meditação aos mais diversos tipos de pessoas e pensava que já tinha coberto toda uma gama de diferentes estilos.
No entanto, quando uma pessoa amiga me pediu que visitasse a aula do jardim infantil do seu filho para introduzir a meditação às crianças, a minha abordagem ao ensino da meditação e à inspiração de outras pessoas para que a tornem parte das suas vidas diárias teve de ser repensada.
Qualquer pessoa que já lidou com crianças pequenas sabe que a sua energia não tem limites e lhes é difícil ficarem quietos. Isso e a sua falta de atenção característica, desafiaram-me a descobrir novas maneiras de introduzir a meditação.
Quando perguntei o que achavam que era a meditação, alguns sabiam que era suposto deixá-los mais calmos e relaxados. Concordei com isso, mas disse que a meditação não significava ficar com sono; significava ficar completamente acordado e alerta.
Perguntei quantos tinham visto um veado nos bosques (temos veados em abundância em Long Island). De novo, muitas mãos no ar e conversas sobre avistamentos de veados.
"Já repararam como um veado fica completamente imóvel, como uma estátua, mas assim que ouve um ruído as suas orelhas viram-se e está completamente alerta? O veado está a dormir?"
"Não, não," as crianças responderam.
"É isso que estaremos a fazer - estaremos muito quietos mas bem acordados prestando atenção."
Começámos a esvaziar a mente com a respiração. Foi pedido a cada criança que respirasse fundo algumas vezes e prestasse atenção a onde sentia a respiração mais fortemente no corpo - o ar tocando as suas narinas, o seu peito subindo e descendo, o seu abdómen subindo e descendo. Isto originou respirações muito exageradas e uma data de mãos no ar para me dizerem onde sentiam mais a respiração. Para muitos, foi o ar a entrar a sair das narinas.
"Quantos de vocês têm gatinhos?"
Muitos levantaram as mãos.
"Já repararam como o vosso gato fica sentado muito quietinho durante muito tempo a observar a toca do rato e quando o rato sai, ele salta?" Acenos e uma história sobre um gato novo.
"Vamos observar a nossa respiração, o ar a entrar e a sair, assim como o gato vigia a toca do rato."
Adaptei algumas das meditações guiadas de Thich Nhat Hanh do "The Blooming of a Lotus" para relaxar pacientes numa sala de emergências e adultos com problemas emocionais. Esta foi a meditação que decidi usar.
As crianças já se encontravam sentadas no chão, bem ao estilo indiano. Pedi que fechassem os olhos se quisessem e que começassem. O período só durava quatro ou cinco minutos. Eu tocava os tingshas (sinos tibetanos) três vezes. E então guiava:
Inspirando eu sei que o ar vai entrando.
Expirando eu sei que o ar vai saindo.
Entrando.
Saindo.
Quando estiver calada, quero que observem a vossa respiração, o ar a entrar e a sair, com muita atenção, tal como o gato vigia a toca do rato (silêncio durante 5 respirações).
Inspirando a minha respiração fica mais profunda.
Expirando a minha respiração fica mais lenta.
Profunda.
Lenta. (silêncio por 5 respirações)
Inspirando sinto-me calma.
Expirando sinto-me relaxada.
Calma.
Relaxada. (silêncio por 5 respirações)
Inspirando estou consciente do momento presente.
Expirando eu sei que é um momento perfeito.
Momento presente.
Momento perfeito. (silêncio por 2 respirações)
Quando toco os sinos, quero que fiquem sentados e ouçam o som até que não o consigam ouvir mais.
(tocar os sinos duas vezes)
Quando estiverem prontos, podem abrir os olhos.
"Como se sentiram?"
"Senti-me em paz." "Relaxado."
"Alguém adormeceu?", perguntei. Alguns miúdos acenaram.
"Quando se sentirem sonolentos, basta abrirem os olhos."
"Vamos tentar uma meditação a andar. Levantem-se todos e espreguicem-se e fiquem numa linha. Imaginem que estiveram numa nave espacial e viajaram de muito, muito longe. Estiveram longe da Terra por muito, muito tempo. Então, a vossa nave espacial aterra e vocês põem os vossos pés na terra pela primeira vez. Imaginem que cada passo que dão é tão especial como esse primeiro passo. Movam-se muito cuidadosa e lentamente, tomando atenção a cada passo."
As crianças seguiram-me numa linha e fomos andando à volta das pequenas mesas da aula como uma centopeia.
Os sinos foram um sucesso com os miúdos e todos tiveram oportunidade de os tocar.
Fizemos uma segunda sessão e por esta altura as crianças pareciam ter apanhado o jeito.
Havia um sentimento diferente na sala e lembrei-os que sempre que se sentissem assustados, nervosos ou zangados, respirassem fundo algumas vezes.
A mãe que me convidou a visitar a sala de aula pensou que uma breve meditação diária pudesse ser útil - uma espécie de intervalo ligeiro, e decidiu comprar uns sinos para a classe. No dia seguinte viu o seu filho Kevin sentado no seu quarto imitando a minha posição de meditação."
Projecto:“Gerir para inovar os serviços prisionais (PGISP)”

Intervenção do Coordenador Nacional Paulo Batista
projecto: “Gerir para inovar os serviços prisionais (PGISP)”
Voluntários envolvidos:
• Lénia Pereira
• Ana Rita Almeida
• Mariana Luzio
• Natália Mourato
• Telma Carvalho
• Nádia Veiga
• Susana Lopes
• Ana Alves
• Soraia Abdulremane
• Joana Gomes
• Anabela Marçalo
• Lia Lourenço
• Susana Santos
• Ester Gonçalves
• Catarina Jerónimo
• Adriana Azevedo
• Catarina Duarte
• Daniela Bessa
• Hugo Almeida
• Nuno Caixinha
• Joseja Freixo
• Sara Antunes
• Ana Rita Ramos
• Ricardo Mata
• Cristiana Costa
• Alberto Andrade
• Ana Carvalho
• Joana Henrriques
• Cátia trindade
• Mónica Ferreira
(voluntários de desporto)
• Isabel Marçal
• Debora Cavaco
• Marta Monteiro
• Miguel
• Francisco
• César Silva
Antes de mais convém dizer que o projecto (Gerir para inovar os serviços prisionais) foi encarado com muito bom agrado e entusiasmo por todos os que foram contactados, porque ambos acreditamos que vale a pena acreditar em projectos como este, que vale a pena ter a coragem de abraçar iniciativas destas e que valham realmente a pena, caso contrário não seria abraçado por estes voluntários, e há que salientar que é um número significativo.
Há que referir que o nosso objectivo tal como nos foi proposto será a de melhorar a ressocialização dos reclusos, abrir a prisão à sociedade e fazer crer a esta mesma sociedade que a vida não gira somente á nossa volta, e como tudo nessa vida possui dois lados, mas que em ambos os lados (positivo ou negativo) temos que acreditar que é possível existir mudança interior, e que ainda há esperança para alguns reclusos.
No entanto viver da esperança pode gerar resultados negativos e improdutivos, mas a vida é isso mesmo, corrermos riscos. Tal como este projecto que pode também não ter o resultado esperado, mas a luta será para que isso não aconteça.
E se há um sentimento que alimenta o lado positivo deste projecto, é sem dúvida a esperança.
É ter esperança que um dia alguns dos reclusos estejam eles onde estiverem que acreditem que podem transformar as suas vidas, encontrar as suas saídas, outras pessoas para amar e serem amados, outros modos de lidar com as suas emoções e com as suas questões, curar as feridas que o passado lhes deixou, ter alegria apesar das diversidades e perdas, concretizar seus ideais, e aceitarem e assumirem que a igualdade de oportunidades não é a mesma para todos.
Que possam dar sentido à existência e ao futuro, como um caminho onde será possível superar a infelicidade do passado.
No entanto a esperança não deve ser uma alienação da realidade, pois isso lhes traria amargura e decepções, mais cedo ou mais tarde.
É irónico, mas, às vezes, a demasiada esperança em coisas ou em pessoas, poderá fazer com que acabem perdendo a sua esperança, devido às frustrações da vida.
Por isso, também nós voluntários, queremos entre os reclusos vincular a “esperança” a sentimentos como paciência e prudência, fazendo silêncio para aprender a perceber o que poderemos mudar, para aceitarmos o que não podemos mudar e esperar até que o tempo nos mostre a diferença entra as coisas.
Num mundo em que o ter supera, muitas vezes, o ser, o sentimento de generosidade aparece contaminado por enfoques de doações materiais e estas, embora certamente ajudem, não alimenta a alma humana.
Reflectindo sobre generosidade, lembrei-me do texto “O último discurso” de Charles Chaplin, em que ele diz:
“Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar, se possível, judeus, o gentio, negros, brancos.”
Todos nós desejamos ajudar os outros. Os seres humanos são assim.
Mas até que ponto temos essa capacidade?
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porem nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma do homem, levantou no mundo as muralhas do ódio, e tem nos feito marchar a passo de ganso para a miséria.
Criamos a época de velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria, os nossos conhecimentos fizeram-nos cépticos; a nossa inteligência, cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que máquinas, precisamos de humanidade, mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
As nossas idas aos centros prisionais não vão de encontro a mudarmos a sua realidade, mas nossas palavras poderão ser significativas no sentido de que eles possam entender de que não adianta lamentarem o passado que jamais retornará, nem temer o futuro que ainda não existe.
E que a única vida real é aquela que se vive no agora, portanto têm que procurar fazer do seu dia-a-dia melhor, viver o presente bem vivido, o melhor que puderem e isso quer dizer aceitar os limites impostos pela realidade e ir atrás do que se quer, sem esquecer as barreiras existentes.
Ao longo deste tempo de reflexão entre os voluntários, fizeram-se algumas reuniões, onde foram debatidas algumas das estratégias a utilizar, uma planificação pormenorizada deste projecto para que em Setembro de 2008, se recomece o projecto e para que este seja um processo continuo e viável.
Para tal e para entendermos o grau deste projecto recorremos a alguns manuais, principalmente de sociologia, onde aprofundamos conhecimentos sobre diversos conceitos demasiado importantes para a natureza deste projecto, que serão apresentados pormenorizadamente assim que estejam concluídos, tais como: comportamentos desviantes, género e crime, crime e padrões, anomia, desvio, criminologia, ambições e recompensas, grupos subculturais, teoria da rotulagem, delinquência, teoria do controlo social (está ligada à influente abordagem policial conhecida como a teoria dos vidros partidos), estatísticas criminais, Estratégias de redução do crime na sociedade de risco, policiamento, as vítimas e os predadores do crime, tráfico de droga, o crime de colarinho branco, crime organizado, o “cibercrime”, crimes do futuro, exclusão social, o trabalho e a vida económica, teorias da escolarização e desigualdade, educação e etnicidade, métodos de investigação em sociologia, entre outros.
O que pretendemos fazer?
Voltando directamente ao nosso projecto pretendemos contar com um vasto leque de pessoas e organizações, queremos criar laços de confiança entre os recluso e os voluntários, para isso iremos recorrer a jogos interactivos com dinâmicas de grupo, momentos de relaxamento para que assim se diminuam os níveis de ansiedade e ensinar a lidar com situações ansiogênicas.
Queremos que sejam sugeridos temas dos seus interesses para possíveis conferências, aplicação de questionários relativamente à sua área de interesse, experiência profissional, habilitações literárias, expectativas, receios e motivações, suporte familiar, será que existe?
Pretendemos também que alguém responsável pelo IEFP da Covilhã/ Castelo Branco informe os reclusos sobre possíveis oportunidades de emprego, e quais as probabilidades de os colocarem no mundo do trabalho, se é que existe essa oportunidade, se possível dar também uma pequena palestra nos estabelecimentos prisionais sobre estas temáticas, entrar em contacto com o IAPMAI, para um possível curso de empreendorismo; e porque não dar-lhes uma formação de 1º socorros? Dada pela Cruz Vermelha como é evidente. Seria uma mais-valia para eles quando saíssem.
Se conseguirmos que dez reclusos tenham sorte no exterior, já ficamos muito felizes. Muitos reclusos cresceram sem nenhuma orientação. Tenho a certeza que, se criados, noutro meio, seriam diferentes.
Os reclusos sorriem-nos. Acho que ficaram felizes com as nossas curtas visitas mas que esperamos e pretendemos prolongar, garanto.
Nas salas de aulas viu-se em muitos reclusos o encanto de estarem perante os livros, oportunidade essa que cá fora muitos não teriam.
No entanto com o fim da pena, por vezes, interrompe-se os ciclos. Não vão poder seguir, porque quando saírem têm de trabalhar. Também acredito que há os que não desistem de ir mais longe. Quando tive a oportunidade de falar por breves instantes com um recluso com uma prenuncia que não era a minha, garantiu com um sorriso e um brilho nos olhos ter gostado muito de "aprender a ler e escrever", algo que lhe fazia "muita falta".
"Quero continuar a estudar para compreender melhor o que se passa à minha volta e quando sair quero completar o 9º ano", assegura.
Queremos implementar, caso não haja, actividades extracurriculares mesmo que o número de inscritos seja flutuante. Fazer um ateliê de pintura, que, resultem em exposições, aqui eles vão poder expressar-se.
Gostaríamos de implementar também as aulas de música, caso assim ambas as partes o entendam, se acordarmos ser rentável e benéfico para eles, o possível e impossível será feito. Acredito que muitos, sem serem músicos, conseguem aprender a tocar razoavelmente, sobretudo a guitarra, todos desejamos saber tocar guitarra!
Para finalizar queria partilhar com vocês algo que ficou no coração e na memória:
É notório e impressionante ver que os alunos e professores vivem uma relação de cumplicidade, tal como directora e reclusos.
Palavras citadas por um recluso:
“Lá fora não damos valor à liberdade que temos…aqui não temos essa liberdade….”
"Copos, Quem decide és tu"
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O projecto “Copos – Quem decide és tu”, resulta de uma parceria entre a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), através da Juventude Cruz Vermelha (JCV) e o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), contando com o apoio institucional da Direcção Geral da Saúde (DGS). Os grandes objectivos do nosso projecto são, por um lado, a sensibilização de jovens, com idades compreendidas entre os 14 e os 20 anos, para os riscos e consequências que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode comportar para saúde e para a vida social e afectiva de cada um; e por outro lado, pretende questionar e criticar a ideia geral, indubitavelmente forte na mentalidade juvenil portuguesa, que associa, quase identificando, divertimento e contextos recreativos com consumo de substâncias psicoactivas, e frequentemente, com o próprio abuso destas mesmas substâncias. Portanto, apelando à responsabilização individual, fornecemos aos jovens informação científica acerca dos efeitos do álcool, de modo a que as suas decisões em matéria de consumos possam ser mais esclarecidas e responsáveis.
Daqui o grande desafio deste projecto: “Quem decide és tu!”
O projecto “Copos – quem decide és tu” foi concebido tendo em consideração os actuais padrões de consumo entre esta população e a baixa percepção dos riscos que deles derivam directamente.
Assim sendo, importa intervir de modo a adequar esta baixa percepção ao risco efectivo, aumentando, na população juvenil portuguesa, o conhecimento acerca das consequências do consumo de álcool. Desta forma pretende-se incrementar uma cultura de consumo esclarecida e crítica que se traduza em padrões de comportamento mais responsáveis.
1ª intervenção:
ESCOLA DE S.DOMINGOS-COVILHÃ
domingo, 20 de julho de 2008
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